PASI: No momento da crise, a visão da oportunidade

No momento de uma grave crise no setor da construção, Alaor Silva Júnior enxergou a oportunidade e hoje, quase 30 anos depois, comemora o sucesso do PASI.

No final da década de 80, Alaor Silva Junior, um corretor mineiro, constatou que havia uma grande massa de brasileiros

formada por trabalhadores e operários, pertencentes a classes sociais menos favorecidas, praticamente excluídas do mercado segurador.

Em 1988, o setor da construção civil passou por uma grave crise. Nesse momento difícil, quando muitas pessoas desanimaram, Alaor percebeu aí uma oportunidade e criou o Plano de Amparo Social Imediato (PASI). Pioneiro no mercado, o produto foi capaz de democratizar o seguro de vida, que, até então, era privilégio dos mais abastados. O PASI tornou-se referência nacional no mercado segurador, pois seu produto atende perfeitamente às necessidades e carências das classes menos favorecidas, que antes não tinham acesso a este tipo de serviço.

 

O Fundador

Alaor Silva Junior ingressou no mercado segurador em 1971 e atuou na área comercial de seguradoras até 1988, ano em que assumiu a Asteca Corretora de Seguros e começou a operar com corretagem em todos os ramos. Percebendo as perspectivas de profundas mudanças no comportamento do mercado, idealizou e desenvolveu o projeto PASI – Plano de Amparo Social Imediato, que iniciou sua vigência em 1989. Sendo pioneiro nesta iniciativa, tornou-se referência para o mercado de Microsseguros, ministrando palestras sobre o tema na USP e FGV e integrando a subcomissão da FENACOR do grupo de trabalho dos estudos de Microsseguros da SUSEP. Atualmente é presidente do Clube PASI de Seguros e estudioso no desenvolvimento de novas ideias de seguros para as classes menos favorecidas.

Sendo uma empresa familiar, atualmente trabalham com o fundador sua esposa, ariângela Marrocos, como sócia-diretora, a filha Fabiana Resende, diretora-executiva e o filho Philippe Marrocos, que é assessor da diretoria.

Alaor conta que “em momento algum tivemos problemas em nosso relacionamento profissional ou familiar dentro do ambiente de trabalho. Atualmente Mariângela cuida dos assuntos e atividades familiares, porém sem deixar de acompanhar o dia a dia da empresa”.

 

Mesmo assim, o fundador enfatiza que é importante que uma empresa familiar com problemas consulte uma consultoria especializada. “Com certeza, uma consultoria especializada em estruturação de empresas familiares pode muito contribuir antes, durante ou depois de existirem problemas de relacionamento familiar nas empresas. Se pudermos antecipar para que este assunto seja tratado o quanto antes, com certeza todos os familiares envolvidos sairão ganhando.”

 

Família Unida

Questionado sobre os rumos da empresa, Alaor afirma que hoje, a família possui muito mais do que um negócio: “sentimos, na verdade, que temos uma grande missão dentro da instituição, seguros de que deverá estar sempre voltada para as classes menos favorecidas da população. Portanto, dentro deste espírito de responsabilidade familiar, pretendemos reestruturar nossa empresa para atender uma expectativa de uma grande expansão de nosso produto e seus benefícios sociais e econômicos”, finaliza Alaor Silva Júnior.

 

 

 

 

 

 

DOCEIRA ABELHUDA: 20 ANOS DE SUCESSO NO PARÁ

Segundo João Roberto Barros da Silva, a contratação de uma consultoria trouxe uma nova visão de profissionalismo e transparência, fatores essenciais para o sucesso da empresa familiar.

 

A história da Doceira Abelhuda começa lá atrás, nos anos 70, quando a família Barros da Silva sequer imaginava que os fantásticos dotes culinários da dona Inês iriam levar seus herdeiros a instalarem em Belém uma doceria que hoje é sinônimo de qualidade e gostosura.

Um dos irmãos, João Roberto, conta que nos anos 80 a família mudou-se para Belém para que os filhos de Dona Inês e Seu João fizessem faculdade. João Roberto cursou a faculdade de náutica e tornou-se piloto de navio, fixando-se no Rio de Janeiro. A irmã Jana foi trabalhar na Varig e vivia em São Paulo.

A Abelhuda foi aberta em 1995 formada pela sociedade de três irmãos, João Roberto, Jana e Jacqueline – a caçula, que até o ano 2000 administrou sozinha a empresa familiar.

A partir daí, com o crescimento da doceria, João Roberto largou seu emprego na Petrobrás e assumiu juntamente com Jacqueline a administração efetiva na sociedade.

Em 2004, ele começou a perceber que os equipamentos que utilizavam eram profissionais, mas que poderiam ser muito mais evoluídos tecnologicamente.

 

“Comecei a frequentar feiras do setor em São Paulo, como a Fispal, Equipotel e Fipan e, com o aprimoramento vindo da participação nesses eventos, senti que a empresa necessitava não só de equipamentos mais modernos, mas também era preciso avançar no treinamento da mão de obra e no meu próprio desenvolvimento como proprietário”, afirma João Roberto. “Percebi que o conhecimento era fundamental se quiséssemos uma empresa moderna e com crescimento sólido”, continua.

O sócio afirma que o insight veio com a participação no I Congresso Nacional de Empresas Familiares, promovido pela Ricca & Associados em 2007. “A profissionalização é o único caminho a ser seguido pela empresa familiar que quer crescer e superar os obstáculos que advém do próprio fato de ser administrada por parentes”, conta o executivo. “Costumo dizer que tivemos todos os problemas e as vantagens de uma empresa familiar.

Como a maioria, acreditávamos que o fato de sermos parentes nos liberava de acordos escritos e contratos. Achávamos que o consenso seria natural, o que não aconteceu e culminou com a saída da Jana da sociedade”. Após um longo “namoro”, a consultoria foi contratada.

A primeira coisa a ser trabalhada, segundo o diretor, foi o excesso de confiança. “Como somos irmãos, temos a tendência de acreditar que documentos, papéis, regras são desnecessários. Nada mais enganoso. Justamente por ser família, torna-se imperioso o estabelecimento de normas, assim, um não ‘avança’ na área do outro, evitando desentendimentos que a princípio são relevados, mas com o tempo, tornam-se barreiras graves, justamente por não terem sido adequadamente resolvidos. Devemos incentivar os procedimentos saudáveis e isso é possível com a adoção de processos escritos e profissionais”.

A consultoria deixou claro que devemos eliminar o chamado “império da vontade”. “Como somos proprietários e parentes, deixamos que a vontade pessoal prevaleça, muitas vezes em detrimento do progresso da empresa. Uma das lições foi o restabelecimento da ‘vontade do fundador’ que, apesar de sermos nós mesmos, havia se desgastado e por vezes esquecida, porém ela, ‘a vontade do fundador’, sempre desejava o melhor para a saúde da empresa. Isso só foi possível com o estabelecimento de diretrizes, como o Acordo de Sócios, onde foram acordadas regras claras para impedir o avanço da mudança da vontade pessoal.”

Outro fator determinante trazido pela consultoria, segundo João Roberto, foi a adoção de transparência e correção na área fiscal. “Por meio da ação da consultoria, fomos nos ajustando à transparência, pois tivemos todo um aprendizado, em nossa maneira de agir em termos fiscais, tudo isso faz parte de uma nova conduta profissional entre os familiares”.

Também foi criado um plano de carreira para os funcionários. Existia uma distorção gerada por gratificações que, às vezes, causavam embaraços, pois dois colaboradores exercendo a mesma função recebiam salários diferentes por causa do tempo de trabalho.

O executivo explica que isso acabou. “Com a implantação de metas e plano de carreira, o funcionário está muito mais motivado; sabe que será reconhecido pela sua dedicação e competência, mais uma atitude profissional e transparente adotada pela nossa empresa”.

Todas essas ações implementadas já mostraram aos sócios as vantagens da parceria com a consultoria especializada em empresas familiares.

“Nos anos 2011, 2012 e 2013 tivemos um crescimento de 15%, bastante significativo. Para nossa surpresa, no ano de 2014, em que o Brasil se queixava da crise, nossa expansão foi de 20%, mostrando que estamos trilhando o caminho certo”, comemora João Roberto Barros da Silva.