Alumínio Ramos finaliza Processo de Sucessão Familiar

A preocupação em garantir a continuidade de uma empresa familiar não é nova. A grande questão está em encontrar
o caminho certo para a transição. A Alumínio Ramos, associada ao SIAMFESP fez uma primeira tentativa, sem sucesso. Ao invés de desistir, a diretoria buscou uma nova alternativa.
Durante uma palestra na sede do Sindicato sobre o tema, surgiu a ideia de retomar o processo de sucessão com
uma nova empresa, a Ricca & Associados. “Eu e meu pai, Ademar Ramos, tivemos uma primeira conversa com o
diretor da empresa, Domingos Ricca, e ficamos muito animados, pois ele fala a linguagem da empresa familiar”, conta o filho Helton Ramos da Silva.
Segundo ele o processo foi muito mais rápido que o esperado, terminou em cerca de 6 meses. Foram realizadas
reuniões com os diretores, fi cou definido que não haveria um presidente. “Temos o Conselho, Diretor Geral, Gerência Comercial, Industrial, Líder de Setor e Chão de Fábrica.
Há 30 anos na empresa, Helton Ramos assumiu os negócios da família, que conta ainda com duas fi lhas, uma
que administrava a loja de presentes e outra que mora fora do país há mais de 20 anos. O processo envolveu uma divisão de cotas e uma política de atuação. “Tudo foi para o papel, a política de RH, a inclusão de parentes, tudo documentado. Estando tudo escrito em vida, fi ca mais fácil gerir a empresa.”
Para o diretor da Ricca & Associados, Domingos Ricca, é importante destacar que a empresa é maior que todos, e qualquer ação a ser implantada precisa ser respaldada no fato de que a empresa vem em primeiro lugar. Para tanto, é necessário mostrar para a família que a sucessão não é discutir poder e sim como a empresavai trabalhar e se perpetuar.
Ele diz que no caso da Alumínio Ramos, a prioridade era permitir a perpetuidade da empresa, e garantir que os instrumentos de Governança Corporativa fossem instalados na organização. Assim o fundamental foi a preparação de um Acordo de Sócios que estabelece as regras de continuidade do negócio e das bases de relacionamentos entre os sócios, e a instalação do Código de Conduta, ou seja, as regras de comportamento ético entendidas como necessárias
para respaldar a conduta dos sócios das próximas gerações. O Código de Conduta tem por objetivo manter os aspectos culturais e os valores corporativos. O Acordo de Sócios estabelece as normas para a manutenção da
sociedade, sendo este um instrumento legal.
Quando a empresa adota estes dois instrumentos, e os sócios concordam com as regras definidas, as próximas gerações têm uma base sólida e legal que determinará suas ações. Desta forma, estes instrumentos minimizam os conflitos entre os sócios das próximas gerações, que são sempre maiores em número de pessoas do que a geração que as antecedeu.

A Importância do Fundador nas Empresas Familiares

 Por Domingos Ricca, ricca@empresafamiliar.com.br

Sem dúvida, a figura mais importante da empresa familiar é o fundador. O pai, o avô, aquele que desenvolveu e concretizou o negócio é exemplo a ser seguido pelos familiares. Ele possui todo o conhecimento sobre a empresa e sabe a melhor forma de solucionar cada tipo de problema corporativo.

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Bancos negociaram quase R$ 200 bi em ‘créditos podres’ nos últimos 3 anos

A piora da inadimplência por causa da recessão gerou um volume bilionário de créditos em atraso no País. O movimento obrigou os bancos a intensificar a venda dessas operações para empresas especializadas em cobrança, em um mercado conhecido como o de “créditos podres” – dívidas que já estão há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação. A estimativa é que as instituições financeiras movimentem entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões em créditos podres este ano, ante uma média de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões negociada nos últimos anos, segundo fontes ouvidas pelo ‘Estadão/Broadcast’.

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Com dívidas de R$ 7,8 bi, empresa dos Bertins entra em recuperação judicial

O Grupo Heber, controlado pela família Bertin e que atua em infraestrutura e agronegócios, entrou na terça-feira com pedido de recuperação judicial. As dívidas declaradas da empresa somam R$ 7,85 bilhões. No processo, foram incluídas dez companhias que fazem parte desse conglomerado, entre elas, a Cibe e a Contern, que formam a concessionária que administra o Rodoanel Sul e Leste, em São Paulo.

A companhia terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação do total das dívidas aos credores, que incluem bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, e fornecedores. Após a apresentação dessa proposta, os detentores dessas dívidas terão 120 dias para discutir e aprovar o acordo.

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