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Coca-Cola segue Unilever e se torna outro gigante do marketing a suspender anúncios no Facebook e no Twitter

Com queda de ações, fortuna de Zuckerberg encolhe US$ 7,2 bi com ação de grandes anunciantes que cobram políticas de combate a discursos de ódio.

A Coca-Cola se tornou mais uma gigante do marketing mundial a suspender anúncios em redes sociais.

A multinacional de refrigerantes sediada nos Estados Unidos anunciou, na sexta-feira, que interromperá globalmente, por pelo menos 30 dias, toda a sua publicidade paga em mídias sociais, aumentando a pressão de grandes marcas sobre plataformas como o Facebook para forçá-las a suprimir conteúdos que incitem o ódio.

Antes da decisão da Coca-Cola, a Unilever já havia anunciado, na sexta, a suspensões de anúncios de sua operação nos EUA em Facebook e Twitter até o fim do ano. Paralelamente, grandes anunciantes como Verizon e The North Face aderiram a uma campanha de suspensão de anúncios no Facebook na esteira dos protestos antirracistas nos EUA.

“Não há espaço para o racismo no mundo e não há espaço para o racismo nas redes sociais”, disse, em comunicado, James Quincey, diretor-executivo da Coca-Cola. “Usaremos esse tempo para reavaliar nossas políticas de publicidade e determinar se mudanças são necessárias. Também esperamos maior transparência e responsabilidade de nossos parceiros de mídias sociais.”

A Coca-Cola disse que se sua decisão não faz parte de qualquer campanha coletiva, mas seu anúncio se segue ao de diversas marcas contra a inação das redes sociais em relação ao discurso de ódio em suas plataformas. Segundo analistas, a interrupção dos anúncios atinge o faturamento dessas plataformas, o que reforça a cobrança por uma postura mais assertiva e responsável delas com relação ao conteúdo compartilhado pelos usuários.