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Empreendedorismo feminino no mercado magistral

Quando olhamos para o segmento de farmácias de manipulação, notamos a predominância feminina. De acordo com todas as edições do Panorama Setorial Anfarmag já publicadas, mais de 70% das pessoas que estão à frente do setor são mulheres.As mulheres são maioria na graduação de Farmácia como um todo (representam 67,5% dos profissionais de acordo com a publicação “Perfil do Farmacêutico no Brasil”, do Conselho Federal de Farmácia). Isso talvez se explique por serem historicamente relacionadas à sensibilidade para lidar com situações que envolvem cuidado e empatia.E, sem dúvida, essa é uma demanda importante nas farmácias de manipulação. O fato de as farmácias magistrais atuarem diretamente na saúde e bem-estar das pessoas, sempre de um jeito muito próximo, acaba se tornando um diferencial. Por serem estabelecimentos predominantemente de pequeno porte, o atendimento é mais personalizado, destacando ainda mais essas características. Mas é interessante notar que, no setor de saúde individualizada, a predominância feminina vai além do que se vê nessa primeira análise. As mulheres são a maior parcela entre o empresariado que comanda as farmácias e se envolvem em todas as etapas do negócio.

Essas empresárias muitas vezes começam sua carreira focadas no cuidado direto como farmacêuticas, mas, ao empreender por conta própria, precisaram adquirir novas habilidades, se tornar gestoras e desempenhar inúmeras outras funções que não estão ligadas ao atendimento direto ao paciente, mas que dão suporte a esse objetivo principal. Assim, nas farmácias de manipulação, essas mulheres encontraram novas formas de cuidar, se desenvolvendo e se realizando profissionalmente.

A farmácia de manipulação possibilita que a profissional utilize de forma plena seus conhecimentos adquiridos na faculdade, além de perceber de forma muito próxima o impacto de sua atuação na vida dos clientes e pacientes.

Na jornada em que se transformam em empresárias, é bastante comum que essas farmacêuticas envolvam no negócio a participação familiar. Seja um cônjuge que dá apoio em determinada área do negócio ou os filhos que pouco a pouco vão se envolvendo no dia a dia da empresa. Assim, é comum que as farmácias façam parte da própria história da pessoa e de um núcleo familiar. Dessa maneira, quando se pensa na transição do comando desses empreendimentos – seja para um herdeiro ou para outro sucessor, é muito importante contar com ajuda profissional, valorizando e preservando o patrimônio construído ao longo dos anos pelo esforço dessas mulheres e suas famílias.

Por: Anfarmag

Data: 14/05/2021

Link: https://www.anfarmag.org.br