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Reumatologistas ainda são poucos e raros no Brasil

Parece no mínimo paradoxal comemorar o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo em um país em que pode haver mais de 20 milhões de pessoas acometidas por doenças reumáticas e, segundo oConselho Federal de Medicina (CFM), existem cerca de 2 400 especialistas disponíveis para atendê-las. O cenário fica pior quando pegamos dados do IBGE e da Previdência Social mostrando que os problemas reumáticos representam a segunda maior causa de solicitações de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez no Brasil.

Para complicar, desse número total de reumatologista citado acima, mais da metade se concentra em São Paulo e atende em consultórios particulares. Qual é o motivo de tamanha discrepância?

Primeiro, a falta de conhecimento sobre o reumatismo, termo que na verdade abrange mais de 120 tipos de doenças que podem estar ligadas a articulações, músculos, ligamentos, tendões ou ao próprio sistema imunológico. Falamos de um universo que compreende artrites, dores nas costas, tendinites e bursites causadas por esforços repetitivos e doenças inflamatórias autoimunes. E que engloba estudos bioquímicos e cruzamentos com outras especialidades. Muitas vezes, a dor e o inchaço numa articulação vêm de um problema autoimune, por exemplo.

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